2012

Aline Souza da Silva
São Paulo / SP
Projeto: Moeda Social ORPAS
Idade: 22
Site: http://www.orpas.com.br

Desde pequena, Aline Silva é uma pessoa que gosta de ajudar aos outros. Mas, a partir de 2005, descobriu uma forma de ajudar muitas pessoas ao mesmo tempo. Aluna da primeira turma da ONG ORPAS, aos 15 anos a jovem se tornou professora da instituição, ministrando aulas de Formação Humana para crianças entre 6 e 12 anos. Desde então, não saiu mais da área social.Com o passar dos anos, a jovem tomou conhecimento de um modelo de Desenvolvimento Econômico Local, por meio de uma Moeda Social, que já estava sendo aplicado em comunidades como o Conjunto Palmeira, em Fortaleza, implantado pelo Banco Palmas. Essa iniciativa gerou um questionamento em Aline: “Por que não fazer isso em meu bairro, que também precisa muito se desenvolver?” Com o apoio da ORPAS, em 2010, Aline iniciou a implantação do projeto-piloto da Moeda Social ORPAS em seu bairro. Aos poucos a comunidade está sendo conscientizada sobre a importância da Moeda Social ORPAS, uma iniciativa que beneficia o cidadão e o comércio local, mantendo a riqueza dentro da própria comunidade. O resultado é a diminuição do índice de pobreza da região, prevenindo o surgimento de outros problemas sociais.

Guilherme Cepeda Carocia
São Paulo / SP
Projeto: Burn Book
Idade: 20
Site: http://www.burnbook.com.br

A ideia de criar o Burn Book surgiu do desejo de Guilherme Carocia dividir sua opinião sobre a literatura com outros jovens. Tornar-se um empreendedor social foi parte do processo de desenvolvimento do projeto, quando encontrou na literatura uma oportunidade de difundir a cultura e ajudar no processo de entendimento e entretenimento dos jovens. Hoje, o Burn Book faz parte de sua vida, com um conceito cultural e social de propagação da literatura. Criado para aumentar significativamente o alcance da literatura entre os jovens, o Burn Book hoje tem em média 2 mil acessos por dia, e diversas interações com e entre os leitores nas redes sociais. Desta forma, leva o mundo da literatura a muitos jovens, exercitando a imaginação e aguçando todos os seus sentidos. Além do Burn Book, Guilherme, que é aluno de Marketing da Universidade Anhembi  Morumbi, também mantém o projeto Literatura Solidária, que objetiva arrecadar livros voltados para o público infanto-junvenil e jovem adulto, por meio de doações ou “adoção” de instituições, para a criação ou a ampliação das bibliotecas locais. O projeto também conta com eventos mensais em que leitores de diversas cidades da Grande São Paulo se reúnem para discutir um determinado livro e trocar experiências de como a literatura mudou suas vidas.

Josiely Chaves Rodrigues Souza
Nova Lima / MG
Projeto: Projeto Ampliando Horizontes
Idade: 25
Site: http://www.Casadojardim.org.br

Josiely Souza se tornou uma empreendedora social quando chegou ao Jardim Canadá e passou a compreender melhor a realidade social dessa comunidade. Sua paixão pela arte, educação e cultura de um povo a moveram para participar de uma causa em prol do benefício coletivo. Sua relação com a Casa Jardim iniciou em 2007, quando se colocou à disposição da instituição para colaborar de forma voluntária com suas atividades durante a 1ª Colônia de Férias da Casa Jardim na região. A partir de então, Josiely se tornou parte da equipe. Por meio da realização de atividades psicopedagógicas, a jovem contribui para que os participantes se conheçam melhor e entendam o lugar em que vivem. As atividades são um convite para o autoconhecimento e a valorização endógena, para que o participante se defina e desenhe a sua vida como é, e como a deseja, aumentando sua autoestima, autonomia e o pensamento crítico. Ao longo dos anos, a organização tem recebido muita legitimidade da comunidade e de organizações locais. Pais, professores e participantes relatam o seu crescimento pessoal e acadêmico, as mudanças e contribuições que a Casa do Jardim tem proporcionado na vida de quem participa. Para a sociedade, as atividades fora da jornada escolar fazem muita diferença na vida de quem participa.

Juliano Luis Palm
Bom Jardim / RJ
Projeto: Sobrado Cultural Rural
Idade: 26
Site: imagemcidadania.blogspot.com.br

Ainda na adolescência, Juliano Palm sentiu que buscar soluções para as problemáticas existentes nos contextos sociais em que estava inserido lhe proporcionava uma grande satisfação. Por isso, resolveu tornar essa atividade sua área de atuação. Ao longo da realização de seu mestrado, Juliano se aproximou e passou a colaborar nas atividades desenvolvidas pelo Instituto de Imagem e Cidadania – Ponto de Cultura Rural Sobrado Cultural. A motivação foi tamanha que o jovem passou a se dedicar integralmente à causa, que busca resgatar e valorizar os modos de vida da população rural tradicional, por meio do registro de manifestações populares, do cotidiano da roça, das estratégias encontradas para sobreviver no campo, dos processos de produção artesanal, entre outros, para que seja possível obter soluções às problemáticas sociais de forma participativa e comunitária. Uma das formas de disseminação do projeto é a atuação em escolas rurais locais, que visitam e vivenciam o Ponto de Cultura, como também recebem as atividades em suas unidades escolares. Paralelo ao projeto, Juliano também compõe a equipe de articulação nacional e internacional do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis (FONAJUVES), que visa a contribuir com as demandas da juventude rural.

Kellen Almeida R. de Carvalho
São Paulo / SP
Projeto: Cicla Brasil
Idade: 28
Site: www.ciclabrasil.com.br

Aos 17 anos, Kellen Carvalho entrou na faculdade de Design em Curitiba. Durante o curso, a jovem se identificou com a área de design social e sustentabilidade e resolveu investir sua carreira profissional nesse segmento, com o objetivo de melhorar a vida das pessoas. Mas seu sonho era ainda maior, desejava também empreender. Kellen trabalhou na Aliança Empreendedora, assessorando grupos de geração de renda, e após 2009, começou a trabalhar em uma organização de catadores em Santana de Parnaíba. Após muito aprendizado, Kellen sentiu a necessidade de potencializar sua atuação para beneficiar um maior número de catadores e promover a valorização desses trabalhadores. Em junho de 2011, decidiu focar seu trabalho na Cicla Brasil.A partir de então, parcerias foram articuladas, um novo sistema de logística reversa foi criado para gerar uma renda complementar e aumentar a sustentabilidade das organizações de catadores. A proposta do projeto foi desenvolver uma metodologia que facilita a compreensão tanto dos catadores quanto dos apoiadores acerca das necessidades de ações e investimentos nas cooperativas para aumento da renda e melhoria de condições de trabalho.

Mayura Okura
São Paulo / SP
Projeto: B2Blue.com – Valorizando seu Resíduo
Idade: 26
Site: www.b2blue.com.br

O projeto B2Blue.com, criado em meados de 2011, consiste em uma plataforma on-line para comercialização e valorização de resíduos sólidos. A ideia surgiu a partir da necessidade das empresas e indústrias destinar corretamente seus resíduos sólidos, de acordo com a legislação ambiental, podendo valorizá-los e até mesmo gerar receita com algo que antes era apenas despesa. O interesse de Mayura Okura pelo empreendedorismo social surgiu nesse projeto, vendo que existe uma lacuna no mercado de resíduos sólidos brasileiro, onde muitos atores da sociedade podem se beneficiar com algo que está em suas mãos e não é explorado. O alcance do projeto é bastante extenso, uma vez que o mercado de resíduos ainda é pouco movimentado. Não só empresas, mas também cooperativas,  catadores e outros setores da sociedade, que trabalham com resíduos, podem se beneficiar com o projeto. Além disso, o projeto também abrange a questão ambiental, beneficiando a comunidade como um todo.

Rodrigo Santos Sousa
São Paulo / SP
Projeto: Click na Lata e Cia…
Idade: 26
Site: www.mundoemfoco.org

Rodrigo Sousa tornou-se um empreendedor social por identificação com os problemas da comunidade e busca de uma sensibilização para com os mesmos, por meio de projetos sociais que ampliassem a visão de mundo das pessoas. Uma das formas que Rodrigo encontrou para ampliar a visão e a percepção de mundo foi o projeto Click na Lata e Cia…, o qual surgiu após o jovem empreendedor participar de uma oficina de fotografia pinhole oferecida pela organização Imagemagica, em parceria com a Prefeitura de São Paulo em 2004. Nesse curso, Rodrigo foi estimulado a escrever seu próprio projeto, iniciando assim a primeira oficina de fotografia na Vila Maria Alta. Desde 2007, quando o projeto Click na Lata e Cia… se instalou na Vila Santa Inês, mais de 100 crianças foram beneficiadas diretamente por ano. A oficina, que já atendeu cerca de 700 crianças ao longo dos anos, tem sido um encontro mágico do jovem com a formação da imagem. Durante a atividade, os jovens aprendem a relacionar a técnica fotográfica a questões de cidadania e aprendizado, assimilando conteúdos de história, português, matemática, química, física, além de meio ambiente e juventude.

Enderson A. de Jesus Santos
Salvado / BA
Projeto: Midia Periférica
Idade: 22
Site: midiaperiferica.blogspot.com.br

Enderson Santos é estudante do último ano do ensino médio, diretor executivo e co-fundador do Grupo de Comunicadores Jovens Mídia Periférica, membro da Rede Virajovens, representante da Articulação Virajovens Nordeste, correspondente da Revista Viração, membro estadual da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores, correspondente do portal Correio Nagô, apresentador, diretor e produtor de programa de Rádio e Web TV e conselheiro suplente no Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra. Voltado para a construção de políticas públicas para a juventude periférica com foco na negritude, o jovem baseia suas ações em atividades que busquem a garantia dos direitos desta população. Assim nasceu o Mídia Periférica, um veículo alternativo de comunicação que dá voz própria à comunidade e tem como foco principal a construção de conteúdos com temáticas voltadas às comunidades periféricas e suas culturas. O projeto conta com produções audiovisuais para a WEB, programa de rádio ambulante, textos disponibilizados na internet e um jornal impresso para a comunidade. Além disso, a organização faz parte da Articulação Virajovens e da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores, por entender que a articulação é um caminho fundamental para mudança do cenário de exclusão social.

Gisele Oliveira da Silva
Natal / RN
Projeto: Escutando a surdez: espaços de diálogos e conscientização política
Idade: 26

Gisele Silva começou a fazer parte das associações de surdos e a militar pela causa em 1999. Formada em Letras e especialista em Libras, tradução, interpretação, proficiência e docência, além de concluinte do curso de Psicologia, a jovem é tutora da disciplina de Libras na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), professora efetiva dos complexos bilíngues na prefeitura do Natal e coordenadora dos assuntos de interpretação na Associação de Surdos de Natal. Contribuir de alguma forma para a comunidade surda é sua motivação maior. Por isso, Gisele se tornou líder mobilizadora do projeto Escutando a Surdez, que há quatro anos possibilita questionar o real significado social que é dado à surdez e ao sujeito surdo, bem como suas implicações na produção de novos sentidos pelos portadores dessa privação sensorial. De forma independente e pioneira no Rio Grande do Norte, o projeto busca adentrar diferentes espaços, como associações, instituições de saúde e educação, para proporcionar a fala dos próprios sujeitos surdos, propondo a reflexão sobre questões profundas e significativas, com o objetivo de contribuir com a construção de um saber contextualizado sobre as vivências destes sujeitos.

Kleidson Daniel M. Leopoldino
Natal / RN
Projeto: Incubadora OASIS
Idade: 23
Site: www.incubadoraoasis.com.br

Desde 2012, Daniel Medeiros participa das atividades realizadas pela Incubadora OASIS (Organização de Aprendizagens e Saberes em Iniciativas Solidárias), inicialmente como voluntário e atualmente como bolsista de pesquisa e extensão. Desenvolve ações integradas de ensino, pesquisa e extensão junto a jovens estudantes da agricultura familiar, preparando-os política e tecnicamente para o trabalho coletivo, a partir de projetos de intervenção voluntária de interesse público, em comunidades e escolas da rede pública de ensino. O jovem empreendedor também desenvolve ações junto a Empreendimentos Econômicos Solidários, preparando profissionais – jovens e adultos – para o trabalho e a produção via ato associativo e cooperativo na perspectiva do cooperativismo popular e da Economia Solidária. A incubadora OASIS atua desde 2006 e entre as linhas de fomento tem como principais parceiros os seguintes ministérios e instituições: Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério do Desenvolvimento Social, Ministério da Educação, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Governo Federal, Unitrabalho, Fundação Banco do Brasil (FBB), CNPq e o PRONINC – Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares.

 

 

 

 

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